Bolsonaro participou de ataque terrorista e foi dispensado do exército? Saiba a verdade!


Em 1986, o capitão do Grupo de Artilharia Paraquedista, escreve um artigo para a Revista Veja, reclamando dos baixos salários, contrariando o motivo oficial apresentado para dispensas de militares de desempenho, e ainda não consulta seus superiores quanto uma permissão para se publicar tal conteúdo, o que resultou numa prisão por 15 dias por “transgressão grave” e acusado de ter “feriado a ética”, ao gerar um clima de inquietação no âmbito militar e por ser indiscreto em abordar assuntos de caráter oficial. Ou seja, ele ainda não soube como tratar o assunto na matéria divulgada.

Pouco depois, mais uma polêmica na carreira militar de Bolsonaro. A Revista Veja, publica mais um artigo, chamado “Pôr bombas nos quartéis, um plano da Esao”, em que ele, junto com seu amigo, também militar, Fábio Passos, articularam a explosão de bombas no interior da ESAO (Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais), bem como outras unidades militares no Rio. Em outubro de 1987, ele ensina como construir uma bomba-relógio à base de TNT, com a explosão de “algumas espoletas”, e no mês seguinte (1/11), surge mais uma reportagem, onde o mesmo desenha pontos em que a bomba seria explodida e como esses pontos seriam distribuídos em locais estratégicos.

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No dia 16 de junho de 1988, Bolsonaro foi considerado “não culpado” pelo Superior Tribunal Militar (STM), porém meses depois, a sua passagem conturbada e marcada por atos desastrosos e que causaram conflitos no âmbito da corporação, somam como fatores que implicam na expulsão do serviço ativo do Exército, em 22 de dezembro de 1988, passando para a Reserva Remunerada (quando o oficial consegue uma remuneração mensal pelos serviços prestados durante esse tempo).

Segundo informações do jornal, O Estado de São Paulo, Bolsonaro ainda foi condenado por unanimidade com um libelo duro, que se registra por “desvio grave de personalidade” e “ter mentido ao longo de todo o processo”.

Sempre quando consultada, a assessoria do deputado sempre responde aos jornalistas, de forma grosseira, desmerecendo o mérito das investigações sobre pautas relacionadas aos fatos ocorridos durante o exercício militar.

Contradições do caso Bolsonaro

Apesar de negar os dois fatos acima, diversas vezes, laudos de exame grafotécnico da Polícia Federal, comprovam Bolsonaro como autor do artigo e do  desenho específico do plano das explosões, o croqui.

O deputado Jair Bolsonaro é conhecido pelas suas declarações polêmicas, em que critica o processo democrático de eleição, como numa entrevista em 1999, para um jornalista da TV Bandeirantes, porém é um dos políticos mais beneficiados pela República atual, onde ocupa a cadeira de deputado no Congresso, desde 1991, em seu sétimo mandato, além de ser eleito, anteriormente, vereador da cidade do Rio de Janeiro, em 1989.

Recentemente, Jair Bolsonaro reavaliou a concessão do programa Bolsa Família, porém já o criticou no seu Twitter, denominando “Bolsa Farelo”, em 2010.

O deputado ganhou destaque na mídia com discursos polêmicos sobre minorias, como os LGBTs e a comunidade quilombola, além das criticas a base do governo anterior, de Dilma Rousseff.

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